A MARINHA MERCANTE BRASILEIRA

 MARINHA  MERCANTE  é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil.

 

A  MARINHA  MERCANTE   constitui o ramo civil da marinha.

Em alguns países, no entanto, e especificamente no caso do Brasil, a  MARINHA  MERCANTE  está organizada de modo a transformar-se numa força auxiliar da marinha de guerra, em caso de situação de guerra ou de excepção. 

 

MARINHA  MERCANTE , normalmente é subdividida em alguns ramos:  vejamos :

 

Marinha de comércio - dedicada, essencialmente, às atividades económicas de transporte de passageiros e               de  carga, através do mar, de rios, de lagos e de canais, bem como as atividades essenciais ao apoio as plataformas continentais de prospecção e extração de petróleo, que é o caso dos tripulantes conhecidos como Offshore , e 

 

Marinha de pesca - dedicada às diversas  atividades e tipos  de pesca em todo o litoral brasileiro.

 

Além destes ramos, a  MARINHA  MERCANTE  também inclui as atividades transversais aos mesmos, como a autoridade marítima, a formação náutica, as operações portuárias, logísticas, subaquáticas e a investigação marinha.

 

Entre as atividades da MARINHA MERCANTE, encontram-se  três  importantes categorias que prestam relevavantes  e  escenciais  serviços, quais  sejam : 

 

4º GRUPO - MERGULHADORES ;

5º GRUPO - PRÁTICOS   e   

6º GRUPO - AGENTES DE MANOBRA E DOCAGEM .

 

A marinha de comércio é responsável, essencialmente, pelo transporte marítimo de pessoas e mercadorias. Em sentido lato, o transporte marítimo inclui, não só o transporte através de mar aberto (navegação de Cabotagem e /ou de Longo Curso), mas também através de rios, canais e lagos.

 

Atualmente, a marinha de comércio dedica-se, sobretudo, ao transporte de mercadorias. O transporte de pessoas perdeu bastante importância, em virtude do desenvolvimento da aviação comercial, subsistindo essencialmente nas curtas distâncias e nos cruzeiros turísticos. A marinha de comércio desenvolve, uma atividade de natureza essencialmente internacional, com excepção da navegação de cabotagem ao longo das costas de um país.

 

A marinha de pesca é responsável pelo desenvolvimento da atividade, essencialmente, profissional da pesca, com o uso de embarcações específicas para cada tipo. A atividade desenvolvida pela marinha de pesca classifica-se, de acordo, com o tempo de ausência da embarcação do porto de origem bem como o tipo de embarcação e o tipo de navegação.

 

Organização da marinha mercante

 

A mais alta autoridade a bordo de um navio é o seu comandante. O comandante é o representante do armador, é o responsável pelo navio, pela sua carga e pelos seus passageiros e ocupa-se das tarefas administrativas relativas aos regulamentos internacionais, ao controle e à atualização dos documentos oficiais. O comandante efetua a ligação entre o armador, o afretador, o agente marítimo e as autoridades marítimas. Nos grandes navios, o comandante delega as suas responsabilidades de quarto de navegação a outros oficiais. No entanto, ele deve estar sempre presente na ponte de comando do navio nas chegadas e partidas dos portos e nas passagens difíceis. O comandante deve transmitir aos seus subordinados, ordens claras e objetivas. Finalmente, o comandante é o responsável pela boa aplicação dos códigos internacionais de segurança, cabendo a ele a decisão final de abandono de navio.

 

O exercício da função de comandante está atribuído a um oficial de  náutica, devidamente certificado.

 

A STCW (International Convention on Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers - Convenção Internacional sobre Normas de Formação, de Certificação e de Serviço de Quartos para os Marítimos) estabelece vários níveis de certificação, nomeadamente:

  1. Comandantes de qualquer embarcação;
  2. Comandantes de embarcações de arqueação bruta inferior a 3000 t;
  3. Comandantes de embarcações de arqueação bruta inferior a 500 t;
  4. Comandantes de embarcações de arqueação bruta inferior a 200 t;

 

Os profissionais devidamente certificados para operarem embarcações chamam-se "marítimos" ou "aquaviários". Estes profissionais estão divididos em três escalões: o dos oficiais, o da mestrança e o da marinhagem. Por sua vez, segundo a sua especialidade, estes profissionais organizam-se, a bordo, em quatro seções, quais sejam:

convés , máquinas, câmara e saúde.

 

Alguns navios, além dos marítimos certificados, pode existir pessoal não certificado que desempenha funções não relacionadas diretamente com a navegação e a operação do navios. Exemplos profissionais não certificados como marítimos podem ser o pessoal de hotelaria e o pessoal de entretenimento em navios de passageiros.

 

          UMA  BREVE  AMOSTRA  DOS  TIPOS  DE  EMBARCAÇÕES  MERCANTES

Navio Cargueiro Geral - Navio Graneleiro - Navio Petroleiro - Navio porta-containers - Navio Gaseiro Navio  Químico -  Navio de Transporte de Passageiro - Rebocadores de Alto Mar empregados no Apoio Marítimo -  Rebocadores de Apoio Portuário

 

Navegação Offshore: conheça o apoio marítimo

 

Em um país que se destaca como uma das principais fontes de exploração offshore de petróleo, nossa Marinha Mercante atende as variadas e complexas necessidades das plataformas de petróleo instaladas em território nacional. Dessa forma, muitos de nós, mercantes e futuros mercantes, almejam trabalhar e se dedicar a essas embarcações de apoio marítimo imprescindíveis a nossa sociedade, economia e desenvolvimento.

 

 

A navegação de apoio offshore fornece o apoio logístico às unidades de exploração e produção de petróleo. Esse apoio logístico é feito, também, pelo ar, por helicópteros, para transportar pessoas ou pequenas cargas. No entanto, é pelo mar que se concentra sua parte principal, levando às unidades de exploração e produção os insumos necessários à operação destas.

Entre os serviços prestados pelas embarcações de apoio offshore, pode-se citar os de montagem e lançamento de equipamentos e tubulações, suprimento e apoio logístico diverso, manuseio de âncoras, tubulações e cabos variados, apoio a serviços de manutenção em plataformas e estruturas submersas, combate a incêndios e outros.

 

De início, as embarcações de apoio offshore eram unidades relativamente simples, mas, com o passar do tempo, essas embarcações foram se tornando mais potentes e mais sofisticadas. Conseqüentemente, no âmbito econômico, o seu preço médio subiu e, atualmente, podem custar mais de US$ 100 milhões.

 

Texto em agradecimento ao Jornal Pelicano 

Stephanye

Aluna do Segundo Ano de Naútica da Escola de Formação de Oficias da Marinha Mercante - EFOMM

http://www.jornalpelicano.com.br/2015/03/embarcacoes-de-apoio-maritimo-offshore-conheca-um-pouco-desse-universo/     -     10 de março de 2015